• Testes de aceitação de produção de agregados aeronáuticos para validar a limpeza interna e o comportamento do fluxo. • Flushing de agregados em MRO (Manutenção, Reparo e Revisão) após ciclos de desmontagem e remontagem. • Flushing de restauração e extensão de vida útil para remover contaminantes acumulados e prolongar a vida de serviço do agregado. • Flushing diagnóstico durante investigação de falhas para detectar obstruções internas, restrições de fluxo ou comportamentos anormais. • Simulação operacional dinâmica de agregados utilizando fluxo de ATF, pressão, temperatura e rotação controlados. • Limpeza profunda de componentes aeronáuticos de tolerância fina, como válvulas servo, bombas hidráulicas e unidades de atuação. • Remoção de contaminantes em microescala (10–15 mícrons) que podem obstruir passagens de lubrificação e folgas de precisão. • Garantia de que os agregados atendam aos padrões de limpeza da aviação antes da instalação, expedição ou certificação.
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1. Introdução Os agregados modernos de aeronaves — sejam eles pertencentes a módulos de motor, sistemas de atuação da célula ou unidades hidráulicas auxiliares — são construídos com tolerâncias extremamente finas, passagens de pressão estreitas e galerias de lubrificação em microescala. Mesmo uma partícula de 10–15 mícrons, se alojada na folga do carretel de uma válvula servo ou em um bocal de lubrificação, pode levar a uma falha catastrófica. A contaminação é uma das maiores causas raiz do desgaste prematuro dos agregados, comportamento de fluxo errático, instabilidade térmica e mau funcionamento do sistema. Em um ambiente de voo, onde as pressões podem atingir centenas de bar e os componentes ciclam milhares de vezes por hora, o impacto da contaminação torna-se exponencialmente mais perigoso. É por isso que todo agregado — seja novo, revisado ou em fase de qualificação — deve passar por um rigoroso processo de flushing antes de ser aprovado como aeronavegável. O Banco de Lavagem de Agregados de Aeronaves da Neometrix Defence Limited foi projetado especificamente para realizar uma limpeza interna profunda e dinâmica desses agregados. Diferentemente de métodos simples de lavagem ou limpeza à base de solventes, este equipamento replica o comportamento operacional real ao fazer circular ATF através do agregado sob pressões, temperaturas e vazões controladas, enquanto simultaneamente aciona ou movimenta a unidade. Isso garante que os contaminantes sejam removidos até mesmo das cavidades internas mais profundas — zonas que não podem ser alcançadas por métodos de limpeza estáticos. O equipamento desempenha um papel crítico em múltiplas fases das operações aeroespaciais: • Aceitação de Produção: Garante que agregados recém-fabricados atendam aos critérios de limpeza e desempenho. • Manutenção, Reparo e Revisão (MRO): Remove detritos acumulados após ciclos de desmontagem e remontagem. • Extensão de Vida Útil / Recondicionamento: Restaura a limpeza interna para confiabilidade operacional de longo prazo. • Investigação de Falhas / Diagnósticos: Auxilia na identificação de restrições de fluxo, obstruções internas ou anomalias de comportamento. Em última análise, o sistema torna-se uma defesa primária contra falhas induzidas por fluxo, instabilidade hidráulica e riscos à segurança. Sua combinação de subsistemas hidráulicos, pneumáticos, mecânicos e eletrônicos o torna um pilar fundamental de qualquer ambiente de MRO ou produção aeroespacial. 2. Visão Geral da Arquitetura do Sistema O equipamento é composto por múltiplos módulos integrados, projetados para garantir um desempenho de flushing robusto, repetível e em conformidade com os padrões aeronáuticos. Cada módulo atua de forma coesa para simular a operação real dos agregados. Principais Subsistemas: • Circuito de Lavagem Hidráulica em Múltiplos Estágios • Sistema de Armazenamento, Transferência e Filtração de ATF • Circuito de Alimentação Pneumática • Unidade de Acionamento e Carga para Rotação/Atuação do Agregado • Sistema de Coleta, Drenagem e Recuperação de Retorno • Painel Elétrico de Controle e Monitoramento • Estrutura, Fixação e Hardware de Interligação Em conjunto, esses elementos criam uma plataforma de flushing de alta integridade, capaz de remover contaminantes, validar perfis internos de fluxo e garantir a prontidão para uso aeronáutico. 3. Descrição Detalhada do Sistema 3.1 Circuito Hidráulico O circuito hidráulico é o elemento central do banco, responsável por fornecer fluxo e pressão controlados de ATF ao agregado em teste. Ele é projetado para simular condições de serviço e eliminar contaminações internas. Capacidades Funcionais: • Dupla alimentação de pressão: 25 kgf/cm2 e 10 kgf/cm2 • Regulagem precisa de vazão por meio de circuitos de bypass ajustáveis • Circulação de ATF em circuito fechado com filtração em múltiplos estágios • Capacidade de lavar diferentes tipos de agregados por meio de linhas de saída dedicadas • Monitoramento de pressão em tempo real para segurança e verificação Detalhamento do Caminho do Fluxo Hidráulico: 1. Etapa de Sucção de ATF • O ATF é aspirado do Tanque T1 por meio dos filtros de sucção F2 e F3. • Esses filtros impedem que partículas grossas entrem nas bombas. 2. Etapa de Pressurização • As bombas P1 e P2 pressurizam o fluido de forma independente. • Cada uma possui uma válvula de alívio de pressão dedicada (RV1, RV2) para proteger os componentes a jusante. 3. Etapa de Regulagem de Fluxo • Linhas de retorno em bypass com válvulas de controle de vazão (CV1, CV2) permitem ajuste preciso da vazão e da pressão. • Isso possibilita a adaptação a diferentes tipos de agregados — alguns exigem lavagem suave, outros requerem lavagem agressiva com alto fluxo. 4. Filtração em Múltiplos Estágios O fluido passa sucessivamente pelos filtros F4, F5 e F6 — criando um gradiente progressivo de filtração que garante a remoção de contaminações em nível submicrométrico antes de entrar na UUT. 5. Coletor de Distribuição • O ATF limpo é direcionado por um coletor controlado que alimenta múltiplas válvulas de esfera (BV8, BV9, BV10, BV11). • Os operadores podem selecionar flushing em linha única ou múltiplas linhas, conforme a complexidade do agregado. 6. Malha de Realimentação de Pressão • Os manômetros PG1 e PG2 permitem que os operadores monitorem a estabilidade da pressão durante todo o ciclo de flushing. Laço de Drenagem e Recuperação: Após circular pelo agregado: • O ATF drena para o Tanque Coletor B1, que captura o fluido de forma eficiente. • Em seguida, flui para o Tanque T2, permitindo a separação de contaminantes retidos. • A bomba P3 então transfere esse fluido de volta ao Tanque T1 por meio dos filtros finos F7 e F8, garantindo que apenas fluido limpo retorne ao circuito. Esse sistema de filtração em circuito fechado assegura desperdício extremamente baixo de fluido operacional e alta eficiência de custos a longo prazo. 3.2 Circuito Pneumático A seção pneumática dá suporte a agregados que exigem atuação por ar ou movimento interno assistido por pressão. Componentes e Funcionalidades: • Filtro F9: Remove umidade e partículas do ar de entrada. • Regulador de Pressão PRV1: Permite ajuste preciso da pressão de atuação requerida. • Válvulas de Esfera BV18 e BV19: Fornecem isolamento controlado do suprimento de ar. • Manômetro: Exibe a pressão de trabalho atual para segurança do operador. Funções Operacionais: • Atuação de válvulas pneumáticas internas aos agregados • Suporte a carretéis internos durante o flushing • Auxílio na mudança de direção do fluxo ou simulação dinâmica 3.3 Unidade de Acionamento e Carga Certos agregados — especialmente bombas de combustível, bombas hidráulicas, bombas de sucção ou equipamentos do tipo engrenagem — contêm componentes rotativos. O flushing adequado requer rotação para simular a agitação interna do fluido e a remoção da camada limite. Principais Características: • Motor de Acionamento (M4) com botão de ajuste de velocidade • Dispositivos mecânicos para fixação segura dos agregados • Coletor integrado para captura e isolamento do ATF utilizado • Proteções de segurança e dispositivos de controle de torque Vantagens da Rotação Dinâmica: • Evita zonas de estagnação dentro do agregado • Melhora o desprendimento de detritos internos • Replica o comportamento operacional, aumentando a precisão do flushing • Ajuda a identificar ruídos anormais, vibrações ou restrições de fluxo 3.4 Meio de Trabalho: Fluido de Turbina de Aviação (ATF) O ATF é especificamente escolhido por sua compatibilidade com componentes de grau aeronáutico. Propriedades do Fluido: • Densidade: 775–840 kg/m3 a 15°C • Estabilidade de viscosidade: Adequada para limpeza em baixas e altas temperaturas • Faixa de Temperatura: 15–40°C • Ponto de Fulgor: 38°C • Capacidade do Tanque: 300 litros Por que ATF? • Excelente lubricidade • Não reage com vedações, metais ou revestimentos dos agregados • Garante mínimo afinamento por cisalhamento durante ciclos de alto fluxo • Mantém desempenho consistente em uma ampla faixa de temperatura 3.5 Painel Elétrico de Controle (Altamente Detalhado) O painel de controle fornece uma interface centralizada para a operação de todas as funções do banco. Elementos Principais: • Chaves e indicadores para as bombas M1, M2 e M3 • Painel do motor de acionamento M4 com botão de ajuste de velocidade • Controlador de temperatura e indicador digital de temperatura • Indicador de proteção contra sobretemperatura • Indicadores de nível de fluido (Alto/Baixo) para os tanques T1 e T2 • Fonte de alimentação de 27 VDC (10A) para eletrônica auxiliar • Parada de emergência e relés de segurança (inferidos a partir de práticas padrão de projeto) Capacidades do Operador: • Ligar/desligar todos os estágios de bombeamento • Ajustar a velocidade de acionamento para flushing dinâmico • Monitorar temperatura e pressão do fluido • Detectar níveis baixo/alto dos tanques • Identificar condições de falha em tempo real O painel é projetado para diagnóstico rápido, operação intuitiva e conformidade com normas de segurança. 4. Garantia da Qualidade e Testes O equipamento é fabricado sob um Plano de Garantia da Qualidade (QAP) estruturado, com requisitos rigorosos da aviação. Principais Atividades de Qualidade: • Inspeção visual 100% de soldas, tubulações e alinhamento de montagem • Certificação de materiais: Para tanques, tubos e conexões • Verificações dimensionais: Garantia de encaixe preciso de todos os conjuntos • Ensaios de pressão: Para linhas hidráulicas, tanques e conexões • Ensaios de conformidade elétrica: Para motores, sensores e transmissores • Medição da espessura de pintura: Mínimo de 100 microns • Testes funcionais: Verificação de bombas, desempenho do motor e estabilidade de fluxo • FAT (Factory Acceptance Test): Validação após a montagem • SAT (Site Acceptance Test): Verificação final no local de instalação Documentação Entregue: • Relatórios de inspeção • Certificados de materiais • Protocolos FAT e SAT • Matrizes de conformidade • Manuais de operação Isso garante que o sistema atenda aos padrões de confiabilidade e repetibilidade de nível aeroespacial. 5. Tabela de Especificações Técnicas